Investigador português publica artigo na revista Nature sobre a correspondência de Darwin e de Einstein
 

João Gama de Oliveira, aluno de doutoramento do Departamento de Física da Universidade de Aveiro (Portugal) e Albert-Laszlo Barabasi, da Universidade de Notre Dame (Indiana, EUA), publicam hoje na Nature um estudo sobre a correspondência de Darwin e Einstein,  autores, respectivamente, das teorias da evolução das espécies e da relatividade.

Hábitos de escrita de cartas de Einstein e Darwin (p1251)

Einstein (1879-1955) e Darwin (1809-82) foram correspondentes prolíficos, enviando e recebendo centenas de cartas por ano. Responderam a muitas das cartas que receberam, a maior parte das vezes num intervalo de dez dias mas por vezes com um atraso de até dois anos. Apesar destas flutuações, as suas correspondências mostraram ordem num largo intervalo, seguindo os mesmos padrões da comunicação electrónica moderna, de acordo com uma Brief Communication na revista Nature desta semana.
Durante a sua vida, Darwin enviou 7.591 cartas e recebeu 6.530; Einstein enviou mais de 14.500 cartas e recebeu mais de 16.200, com um decréscimo na correspondência durante a Segunda Guerra Mundial. J. G. Oliveira e A.-L. Barabási analisaram o tempo que os cientistas levaram para responder às cartas que recebiam, observando que a distribuição dos tempos de espera por uma resposta de ambos os cientistas segue aproximadamente a mesma lei em potência que se observa no caso do e-mail nos dias de hoje. Einstein e Darwin revelam um padrão fundamental da dinâmica de comunicação humana que é partilhado pela pessoa indistinta na sua normal atribuição de prioridades aos itens da caixa de correio electrónico todas as manhãs.

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