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Amélia Ankiewicz (2000-2005), Eng. Física - UA
Estudante Doutoramento (Dept. Física, UA)
"Entrei em primeira opção no curso de
Matemática (Ensino) no ano 2000. Escolhi a Universidade de Aveiro (UA)
pela proximidade relativa à minha aldeia e o curso de Matemática por
paixão. Depois de passar o primeiro ano na UA apercebi-me do meu gosto
pela Física, que me permitia ver a aplicação da Matemática. Resolvi
então mudar para o curso de Engenharia Física (2001). Neste momento,
estou a iniciar o meu Doutoramento no Departamento de Física da UA.
Terminei o curso em 2005 e posso dizer que foi uma experiência
extremamente enriquecedora, tanto a nível académico como pessoal. O
Departamento de Física da Universidade de Aveiro tornou-se a minha
segunda casa e os seus membros a minha segunda família. Mais importante
que o conhecimento que adquiri ao longo destes anos, foi ter
desenvolvido a capacidade de pensar e resolver problemas. Acho que é
esse o papel de um Físico." |
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João
Gama Oliveira (1998-2002), Física - UP
Estudante Doutoramento (Dept. Física, UA)
e (Notre Dame Univ., USA)
Prémio Estimulo à Investigação, Fundação Calouste Gulbenkian, 2006
"Obtive a licenciatura em Física na Universidade do
Porto em 2002 e em 2003 comecei o doutoramento no Departamento de Física
da Universidade de Aveiro. Desde sempre senti uma inclinação para as
ciências naturais e quando comecei a frequentar a disciplina de
Física-Química no ensino secundário rapidamente percebi que era a minha
preferida. Das ciências existentes, a Física é a que possui um espectro
mais largo: estuda o Mundo em todas as suas escalas de espaço e de
tempo, desde as ínfimas partículas sub-atómicas aos enxames de galáxias,
desde o instante inicial em que nasce o tempo e o espaço até à longínqua
evolução futura do Universo, desde fenómenos que se dão em pequeníssimos
intervalos de tempo àqueles cujos efeitos apenas se fazem notar em
intervalos de tempo superiores à idade do Universo. Na realidade, é a
Física que estabelece os limites conhecidos dessas escalas. Por isso, a
Física é a Ciência para quem quer conhecer o Mundo onde vive,
servindo-se da linguagem universal que é a Matemática. O meu
doutoramento, em particular, incide em Física Teórica, mais
concretamente em Teoria de Redes Complexas, onde se estudam coisas tão
diversas como a Internet, WWW, a sociedade, o comportamento humano,
reacções metabólicas, interacções de proteínas, genoma, epidemias,
ecossistemas, etc., sendo fascinante verificar que todos estes sistemas
são muito mais parecidos entre si do que se poderia imaginar à partida.
Com efeito, o conceito de rede está presente em praticamente todos os
sistemas complexos. Ainda que não esteja cá há muitos anos, posso dizer
que o DFUA possui os meios necessários ao bom desenvolvimento de
trabalho em variadas áreas de Física e que se insere numa Universidade
grande mas compacta, em amplo desenvolvimento e com um futuro promissor." |
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Sérgio Pereira
(1994-1999),
Lic. em
Engª Física.
Doutoramento misto em
Física na UA e na Universidade de Strathclyde, Glasgow, Reino Unido
(2005). Investigador no CICECO, Laboratório Associado da UA (2006).
Prémio Estimulo à Investigação,
Fundação Calouste Gulbenkian, 2007
"A opção por um curso de
Física é uma escolha natural para quem tem uma grande curiosidade pela
compreensão do mundo que nos rodeia. Confesso, no entanto, que talvez só
me tenha apercebido da verdadeira abrangência da Física durante a
licenciatura. Julgo ser útil partilhar com os novos candidatos a este
curso que a minha opção pela Física em 1994 foi, entre aqueles que me
rodeavam, em certa medida questionável, visto eu ter tido a oportunidade
de optar por qualquer outra licenciatura.
Hoje faço aquilo que
sempre ambicionei fazer, investigação em Física aplicada num laboratório
Português reconhecido internacionalmente (www.ciceco.ua.pt).
Penso que tal demonstra o reconhecimento crescente da importância dos
Engenheiros Físicos na sociedade, facto que tenderá a melhorar cada vez
mais com o desenvolvimento do nosso país.
O curso de Engenharia
Física é bastante pluridisciplinar, abrangendo áreas tão diversas como a
programação, a matemática, a electrónica, a mecânica, e até gestão, o
que nos permite adaptar facilmente a vários cenários de emprego.
Considerado difícil por uns e verdadeiramente fascinante para outros, é
um curso que desenvolve a capacidade de pensar e resolver problemas de
uma forma estruturada, perspectivando boas oportunidades de futuro.
Termino apontando alguns
pontos fortes dos cursos do Departamento de Física, e da Universidade de
Aveiro em geral:
1- Dinâmica em termos de
investigação, o que leva a que existam oportunidades para que desde cedo
os alunos tenham contacto com temas actuais.
2- Excelentes
infra-estruturas ao nível do campus universitário.
3- Bom enquadramento da
Universidade numa cidade agradável e que está bem localizada a nível
geográfico."
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Alexandra Inês
(2000-2005), Eng. Física - UA
Estudante de doutoramento na Universidade de Exeter, GB
"Foi só já depois de ter entrado na Universidade de Aveiro que me deixei
levar irresistivelmente pelos encantos da física e troquei o curso em
que estava inscrita por Engenharia Física. Só depois de ter percebido
como o lançamento de projecteis e a lei de Coulomb são apenas uma face
sem brilho do vasto conjunto de assuntos que a Física reúne.
Depois de me terem mostrado como nova Física pode estar a surgir
aqui, mesmo debaixo dos nossos olhos, no escuro de um laboratório ou
entre o cheiro metálico das oficinas, ou onde quer que juntemos
(problema+investigador). E que esta soma quase nunca é um número
irrepreensível... Foi assim que ambicionei ter um retalhinho da física
só para mim, nem que fosse um obscuro defeito exótico de que
dificilmente alguém mais teria alguma vez ouvido falar. E agora que sim,
tenho o meu pequeno defeito obscuro que estudo afincadamente, lembro com
um pouco de nostalgia esses primeiros tempos em que algo que me tinham
ensinado ser tão distante, a investigação, se desfazia em pequenos
gestos simples à frente dos meus olhos. O curso de Engenharia Física
deu-me muitas competências em áreas tão diversas como a programação, a
matemática, a electrónica, a mecânica, a economia mas também um
abrangente conhecimento de física geral. Logo que percebi que queria me
dedicar à teoria, passei a estar mais atenta a assuntos mais
relacionados com a modelação. Mas hoje comparando-me com meus colegas de
outras universidades que sempre estudaram física teórica sou obrigada a
reconhecer que a visão de engenheira que trouxe de Aveiro me torna mais
flexível e adaptável sem contudo me retirar uma forte formação de base
em matemática e física pura.
Termino apontando o que considero ser o ponto forte dos cursos do
Departamento de Física na Universidade de Aveiro que sem duvida é a
proximidade com que vemos a investigação acontecer ainda enquanto somos
estudantes, graças aos professores, investigadores e técnicos que tem
prazer em nos mostrar e nos envolver naquilo que fazem." |
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Rogério Nogueira
(1993-1998) Eng. Física - UA
Doutoramento em Física, 2005
Investigador no Instituto de
telecomunicações (UA)
"Comecei muito novo a ter uma
curiosidade muito grande sobre o mundo que nos rodeia e uma necessidade
de explicar esse mesmo mundo, surgindo muito cedo e inevitavelmente uma
grande paixão pela Física. Assim, foi com naturalidade que escolhi o
curso de Engenharia Física em 1993, uma vez que era um curso que
permitia aprender e aplicar de forma experimental a Física. A
Universidade de Aveiro foi também uma escolha natural, dado que é uma
universidade em crescimento e que proporciona excelentes condições de
aprendizagem aos alunos. Depois de terminar o curso, em 1998, optei por
fazer investigação científica durante algum tempo até ganhar experiência
suficiente para iniciar uma tese de doutoramento. Deste modo, durante um
período de dois anos pude trabalhar em diferentes assuntos tais como a
implementação de sistemas interferométricos e termoplásticos para
análise de microdeformações, simulação da turbulência em túneis de
vento, processamento de imagem para análise da marcha em pessoas
amputadas e comunicações por fibras ópticas, área da tese de
doutoramento que defendi em 2005. A vasta diversidade de conhecimentos
adquiridos ao longo do curso foi essencial para compreender e investigar
todos esses temas. Actualmente sou Investigador Auxiliar no Instituto de
Telecomunicações em Aveiro onde trabalho na área das comunicações
ópticas e também em sensores por fibras ópticas. Nestas áreas continuo a
utilizar intensivamente os conhecimentos adquiridos durante o curso que
recomendo a quem tiver curiosidade por conhecer melhor o mundo que o
rodeia e deseje aplicar experimentalmente esses conhecimentos." |
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José
Pedro Coutinho (1992-1997) Eng. Física - UA
Doutorado
em Física (PhD) pela Universidade de Exeter (Reino Unido), 2001
Professor
Auxiliar convidado (30%) no DFUA
"A opção
pela física deveu-se fundamentalmente à minha curiosidade
relativamente aos fenómenos que deparamos na natureza. A minha formação durante o
ensino secundário foi técnico-profissional em informática, e cedo me
apercebi do potencial dos computadores na simulação da
"realidade", i.e., quando utilizados como autênticos "laboratórios virtuais".
Esta foi a razão pela qual me dediquei à modelação
computacional a partir dos últimos anos da licenciatura. Sendo
natural de Barcelos, a cidade de Aveiro era por mim praticamente
desconhecida. No entanto, factores como as acessibilidades, bom urbanismo,
recursos naturais únicos, proximidade do mar e da serra, etc, foram
determinantes na escolha da cidade que me vira a acolher. Obviamente
que esta escolha não foi independente da instituição de ensino.
Entre as características que eu destaco relativamente à
Universidade de Aveiro encontram-se: excelentes infra-estruturas de apoio ao
ensino e à investigação, bem como a posição de destaque do seu
Departamento de Física em investigação em ciência dos materiais no plano
internacional. Esta valência é determinante quanto à empregabilidade dos
recém-licenciados, que vêm reforçadas as suas competências em áreas aplicadas
à opto-electrónica, semicondutores, materiais cerâmicos, polímeros,
etc. Durante a
minha estadia em Exeter estudei métodos computacionais para a simulação
de problemas em ciência de materiais... Não posso deixar de referir que
a excelente formação académica que o Departamento de Física da
Universidade de Aveiro me proporcionou, foi determinante para o sucesso dos meus
estudos doutorais. Em 2001
regressei à Universidade de Aveiro para estudos de Pós Doutoramento.
Durante este período tenho-me dedicado à aplicação da teoria do funcional
da densidade na simulação de fenómenos opto-electrónicos em metais,
semicondutores e nano-estruturas..."
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Rui Nuno
Pereira (1992-1997) Eng. Física - UA
Doutorado
em Física (PhD) pela Universidade de Aveiro, 2002
Investigador no Instituto de Física e Astronomia da Universidade de
Aarhus, Dinamarca
"A minha
curiosidade em entender os princípios básicos que governam o
comportamento de tudo o que nos rodeia levou-me a querer estudar física
ao nível universitário. Embora a minha média de candidatura ao ensino
superior me permitisse escolher qualquer outro curso de Física em
Portugal, decidi iniciar o curso de Eng. Física na Universidade de
Aveiro, porque era aquele com um curriculum onde o peso das componentes
de física fundamental e física aplicada era mais equilibrado e
abrangente. Após a licenciatura, iniciei os meus trabalhos de
doutoramento no Departamento de Física da Universidade de Aveiro e no
Instituto de Física do Estado Sólido da Universidade Técnica de Berlim
na Alemanha. Desde que finalizei o doutoramento sou investigador
associado no Instituto de Física e Astronomia da Universidade de Aarhus
na Dinamarca. Durante estes anos de trabalho em investigação na aérea de
Física dos Semicondutores, a sólida componente teórica e as bases
experimentais do curso de Eng. Física têm-se revelado fundamentais. A
grande abertura do Departamento de Física a outros laboratórios de
investigação em Portugal e no estrangeiro cria também um ambiente
trabalho multidisciplinar e internacional, fazendo com que este se tenha
imposto como um centro de investigação de referência em Portugal e com o
qual continuo a trabalhar em colaboração."
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Mónica da Silva Cameirão, (1994-1999) Eng. Física - UA
Institute of Neuroinformatics, ETH
A minha paixão pela Física foi algo que
nasceu subitamente durante o ensino secundário e que fui cultivando ao
longo dos anos. O que começou por ser uma preferência pela disciplina de
Física rapidamente se tornou numa certeza e num objectivo de vida. Por
isso, na hora de escolher o curso optei por Engenharia Física na
Universidade de Aveiro: era a aliança perfeita, pois poderia estudar
Física e aplicar esses conhecimentos na perspectiva da engenharia. Não
tenho dúvidas de que foi a escolha certa e considero que cresci muito, a
vários níveis, ao longo dos anos do curso. Porque Aveiro? Porque dos
cursos de engenharia física disponíveis no país, este era o que reunia o
leque de disciplinas mais atractivo. Alem disso, a Universidade de
Aveiro começava a ganhar notoriedade, o que também se tornou num factor
aliciante.
Terminado o curso, optei por fazer Mestrado em Física Aplicada também no
departamento de física da universidade de Aveiro. Durante o mestrado
trabalhei na área da reabilitação motora de pessoas portadoras de
deficiência e aqui comecei a delinear o meu percurso a nível de
investigação. Pude constatar que a Física não se limita a um conjunto de
princípios teóricos aplicados entre as quarto paredes de um laboratório.
As aplicações no dia-a-dia são vastíssimas e estão por aí a nossa
espera! Basta ter um objectivo concreto e muita vontade de
concretiza-lo.
Actualmente estou no Institute of Neuroinformatics, ETH, em Zurique,
onde comecei a fazer doutoramento, o qual continuarei daqui a alguns
meses na Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona. O meu projecto está
relacionado com o desenvolvimento de técnicas de multimédia para
neuroreabilitação, neste momento aplicadas a vítimas de acidentes
vasculares cerebrais e doentes de Alzheimer. Não tenho dúvidas de que o
curso escolhido foi fundamental para obter a versatilidade e bagagem de
conhecimentos de que disponho actualmente, o que me permite continuar a
seguir os meus objectivos. |
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